O papel do Facebook na Primavera Árabe Cibercultura, Redes Sociais - 17 de Setembro de 2011


Este é um tema que tenho estudado com algum interesse recentemente. Parece claro que o FB tem o poder de modificar o comportamento dos cidadãos, mobilizando-os para acções de rua de reivindicação dos seus interesses e aspirações. No entanto, a questão está longe de se encerrar nesta simplificação, podendo o investigador ou observador deixar-se levar pelo grande impacto mediático que representou a “Primavera Árabe” ou, há mais tempo, a tentativa falhada de revolução no Irão.

Certamente, os mais atentos à blogosfera lembrar-se-ão de notícias que davam conta da existência de um “corpo” especial da secreta norte-americana cuja missão era a criação de personas que povoariam os fóruns, os blogs e as demais “avenidas” da informação. O objectivo não é escondido: fazer pender determinada discussão para um dos lados da balança. Este e outros factos, como por exemplo o controlo da utilização da Internet por parte do governo chinês, provocam um manto de opacidade sobre a questão que pretendemos ver esclarecida. Assim, parece emergir uma questão: poderá esta realidade advir de uma vontade popular que tenta resistir ao poder das instituições carentes de escrutínio ou estaremos perante uma manipulação que se serve dos cidadãos para objectivos encapsulados?

A BBC produziu um trabalho jornalístico sobre o impacto do Facebook nas revoluções operadas no mundo árabe. Este tipo de abordagens jornalísticas ajudar-nos-ão a recolher material de estudo e análise para o aprofundamento da problemática.

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